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Lei transgénero nos Pa?ses Baixoss Baixos
A Lei dos Transgéneros de 2014 (nome formal: 'Alteração do género na lei da certidão de nascimento') flexibilizou radicalmente o procedimento para alterar o registo de género. Esterilização forçada e cirurgia genital forçada à medida que as condições desapareciam; desde então, uma declaração de especialista foi suficiente. Uma proposta de acompanhamento de 2021 também quer abolir a declaração de especialistas e abandonar o limite de idade. Essa proposta foi alvo de críticas políticas e jurídicas.
O que a lei atual faz
A lei alterou o artigo 1:28 do Código Civil. Os elementos mais importantes:
- A alteração do registo de género é possível a partir dos 16 anos, mediante solicitação ao registrador.
- É necessária uma declaração de um especialista designado (psicólogo ou médico) de que se espera que a crença no sexo oposto seja permanente.
- Para as crianças mais novas, os procedimentos legais continuam a ser a única via.
- Uma segunda alteração através de meios administrativos está, em princípio, excluída.
- A lei apenas reconhece M e F como categorias de género no BRP.
A explicação pode ser encontrada no site Governo nacional.
O projeto de lei de autoidentificação (2021)
Em 2021, o governo apresentou um projeto de lei que:
- exclui a declaração do especialista;
- abandona o limite de idade de 16 anos (menores mais jovens através do município, com o consentimento da autoridade);
- o procedimento é transferido para o município de registo e não para o município de nascimento;
- tem um curto período de reflexão.
O tratamento foi interrompido após a queda do gabinete Rutte IV e desde então foi declarado controverso ou atrasado. A proposta independe de tratamento médico; regula apenas o registo legal.
Críticas ao projeto de lei
As críticas à proposta vêm de diversos quadrantes – jurídico, feminista, psiquiátrico infantil – e são frequentemente subexpostas nas reportagens convencionais. As principais objeções:
- Removendo a declaração do especialista remove o último teste independente. A declaração actual não é um diagnóstico médico nem uma “gestão” no sentido antigo; é um momento acessível de reflexão com terceiros. A substituição total pela autodeclaração equivale ao registo a uma livre escolha.
- Abandonando o limite de idade está em desacordo com o estado da ciência sobre o desenvolvimento da identidade em crianças e adolescentes. A Cass Review (2024) alerta explicitamente contra o compromisso jurídico e social precoce dos menores.
- Implicações para os direitos baseados no género não foram detalhados no projeto de lei. O resultado é que, na prática, a explicação é deixada às instituições e aos juízes, com o risco de que os abrigos para mulheres, a política prisional, os desportos e os cuidados médicos tenham de responder numa base ad hoc.
- Experiência internacional: Nos países que anteriormente passaram para a autoidentificação (Irlanda 2015, Dinamarca 2014, Noruega 2016), o procedimento é agora objeto de avaliação. A Escócia retirou uma proposta semelhante em 2023, após oposição pública generalizada e uma intervenção do governo britânico. A situação finlandesa e sueca raramente é incluída no debate holandês.
- Implicações estatísticas: Sem uma separação clara entre o género legal e o sexo biológico nos registos, a investigação, as políticas e a aplicação tornar-se-ão mais difíceis a longo prazo.
O que a lei não regulamenta
A Lei dos Transgéneros regula apenas o registo legal de género. Mudanças de nome, documentos de identidade e cuidados médicos são cobertos por outros regulamentos. Os cuidados médicos para menores em particular – incluindo bloqueadores da puberdade e hormonas sexuais cruzadas – são uma questão separada que está a evoluir rapidamente a nível internacional.
Debate político e social
O projeto de lei é apoiado, entre outros, pelo COC Pa?ses Baixoss Baixos, pela Transgender Network e pelos atuais prestadores de cuidados de saúde no âmbito do modelo afirmativo. Foram levantadas objecções por advogados, parte do movimento das mulheres (incluindo a fundação Voorzij), alguns psiquiatras infantis e partidos políticos que apontam as consequências para as instalações baseadas no género. Uma avaliação da lei atual de 2014 pelo WODC (2017) já observou diversas experiências; falta uma avaliação completa da proposta de autoidentificação.
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