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Escola e criancas transgenero
A escola nao e uma clinica de genero. E, ainda assim, algumas escolas comportam-se na pratica como tal: "confirmando" ativamente os alunos numa nova identidade de genero, com outro nome, pronomes e uso dos vestiarios � e, num numero crescente de casos, sem que os pais saibam. Nao e um pormenor de politica de inclusao. Toca diretamente a protecao dos menores e ao poder parental.
A missao primeira da escola: ensinar e garantir seguranca
As escolas existem para ensinar as criancas e para garantir a sua seguranca. Inclui: combater o bullying, promover convivencia respeitosa, dar espaco a quem se afasta de uma norma. Nao inclui: acompanhar, sem consentimento parental, uma intervencao psicossocial sobre a qual ate a rigorosa Cass Review (2024) diz nao ser um passo neutro. Ver Transicao social em criancas e Cass Review.
"Afirmar sem os pais": um problema crescente
Nos Paises Baixos � e em medida comparavel noutros paises ocidentais � acontece que uma escola, a pedido, trata um aluno com outro nome e outros pronomes, deixa-o usar vestiarios em conformidade e, em alguns casos, nao informa os pais de proposito "para proteger o aluno". Esta politica e por vezes consagrada em protocolos ou retirada de material da COC ou da Transvisie.
Para os pais, isto e uma erosao do seu poder e do seu dever de cuidado. Um profissional escolar pode ter as melhores intencoes, mas nao e o ultimo responsavel pelo desenvolvimento psicologico e fisico do menor � sao os pais. Uma escola que ignore sistematicamente os pais transforma a crianca em arena de um conflito que ela nao consegue dominar e coloca-a num conflito de lealdades que nao pode descarregar em ninguem.
O que diz a lei?
Nos Paises Baixos, em menores ate 16 anos, os pais sao legalmente os primeiros responsaveis. As escolas nao podem, sem mais, discutir assuntos relativos a crianca com terceiros sem o conhecimento dos pais, muito menos facilitar intervencoes sociais irreversiveis. Que as escolas adotem na pratica linhas divergentes nao e justificacao valida; e, pelo contrario, motivo de preocupacao juridica. Os pais podem fazer valer este ponto: por escrito, com acesso ao processo, com procedimentos de queixa e, se necessario, com apoio juridico.
Casas de banho, vestiarios e aulas de educacao fisica
Quando as escolas admitem rapazes biologicos em vestiarios femininos � com ou sem base na identidade de genero autodeclarada � surge um novo problema: a privacidade e a seguranca de todos os alunos, e nao apenas do aluno que se identifica como trans. Na jurisprudencia internacional e, cada vez mais, tambem nas discussoes politicas neerlandesas, reconhece-se que a solucao nao esta na supressao da separacao por sexo, mas em oferecer uma terceira opcao neutra (casa de banho individual, cabine de mudanca) sem suprimir a separacao existente. Ver tambem Desporto e jovens transgenero.
Ensino sobre genero na escola
O ensino para a cidadania e indispensavel � mas e diferente de adotar sem filtragem narrativas ativistas. O material letivo que ensina as criancas que "qualquer pessoa pode sentir ser de outro sexo diferente do estabelecido a nascenca", que a identidade de genero esta desligada do corpo ou que "existem mais do que dois sexos" nao e ciencia neutra, mas um ponto de vista ideologico. As escolas fazem bem em apresentar tambem, neste tema, a discussao cientifica � Cass Review, SBU, COHERE, revisoes politicas na Escandinavia � e nao apenas a mensagem das organizacoes de defesa de interesses.
O que os pais podem fazer
Solicite a politica da escola em materia de genero e de alunos trans. Pergunte expressamente se a escola tem regras sobre informar os pais. Discuta com o tutor e, se necessario, escale para a direcao ou para o conselho. Una-se a outros pais. Insista que qualquer conversa sobre o seu filho passe por si � nao "por seguranca", mas porque e assim que tem de ser, legal e moralmente.