Helen Joyce — Trans

Helen Joyce é uma jornalista irlandesa e ativista pelos direitos das mulheres. Estudou matemática, trabalhou na área científica e entrou para a The Economist em 2005, onde foi, entre outras funções, editora de finanças e editora internacional. Um exemplo da cobertura dessa revista sobre cuidados de saúde relacionados com o género encontra-se no arquivo: The Economist sobre a fragilidade das provas relativas à transição médica de adolescentes.
Mais informações sobre o assunto neste site: Helen Joyce — Trans: When Ideology Meets Reality.
O que pode encontrar
O seu site atual é uma publicação no Substack com artigos, críticas ao seu livro e uma compilação das suas participações em podcasts. O endereço anteriormente mencionado, helenjoyce.com, expirou e já não funciona.
Por que motivo está nesta lista
Em 2021, a Oneworld publicou o seu livro Trans: When Ideology Meets Reality. Joyce defende que a autoidentificação de género entra em conflito com direitos baseados no sexo e manifesta-se contra a transição médica de menores. O livro recebeu críticas tanto elogiosas como negativas; os críticos consideram as suas posições hostis às pessoas trans. Mais informações sobre esta corrente encontram-se em perspetivas críticas e conceitos.
Formação e carreira
Joyce nasceu em Dublin, em 1968. Licenciou-se em matemática em 1991, pelo Trinity College Dublin, fez um mestrado em Cambridge e doutorou-se em 1995, na University College London, com uma tese sobre um tema da teoria geométrica da medida. Começou na The Economist como correspondente de educação e, entre 2010 e 2013, dirigiu o escritório no Brasil. Em 2022, começou a trabalhar como diretora de advocacy na organização britânica de campanha Sex Matters, primeiro durante um período sabático e mais tarde de forma permanente. É a mais velha de nove irmãos; cinco deles representaram a seleção irlandesa de críquete.
O livro e a receção
Trans foi publicado em 15 de julho de 2021 e entrou em sétimo lugar na lista de mais vendidos do The Sunday Times. Segundo a editora Oneworld, The Times, The Spectator e The Observer escolheram-no como um dos livros do ano. The Telegraph e The Times fizeram críticas positivas, enquanto The Guardian foi negativo. As suas aparições públicas também geraram controvérsia. Em março de 2022, um convite para uma reunião no Great Ormond Street Hospital foi retirado após queixas. Em junho de 2022, a PinkNews noticiou declarações em que afirmou querer reduzir o número de pessoas que fazem a transição, o que lhe valeu duras críticas.
Como avaliar esta fonte
Joyce escreve como jornalista e ativista, não como médica ou investigadora. Segundo a informação apresentada no próprio Substack, a publicação tem mais de dez mil subscritores. O livro é útil para conhecer de forma articulada o raciocínio crítico em relação ao género; para a fundamentação médica, é preferível consultar os estudos originais, por exemplo através de revisões sistemáticas sobre cuidados de saúde relacionados com o género.