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Atualidade

Ukom (Noruega)

A Ukom (Statens undersøkelseskommisjon for helse- og omsorgstjenesten) é a comissão independente de investigação da Noruega para os serviços de saúde e de assistência. Investiga incidentes graves e outras situações sérias para melhorar a segurança dos pacientes e apresenta recomendações. É uma entidade diferente do organismo de supervisão Helsetilsynet.

O artigo principal sobre este tema é Cuidados de afirmação de género na Noruega.

O relatório

Em 9 de março de 2023, a Ukom publicou o relatório Pasientsikkerhet for barn og unge med kjønnsinkongruens sobre a segurança dos pacientes entre crianças e jovens com incongruência de género. Os capítulos abordam, entre outros temas, a elaboração da orientação nacional, as diferenças na prática e na competência especializada, a insuficiência de conhecimentos e o clima do debate.

Por que está nesta lista

A Ukom concluiu que os conhecimentos sobre o tratamento de menores são insuficientes e recomendou a revisão da orientação nacional. O lugar do relatório na evolução internacional está apresentado na cronologia do relatório da Ukom. O relatório é considerado uma das avaliações escandinavas que apelaram a uma maior prudência. A ligação conduz ao resumo do relatório. Consulte políticas por país e jovens.

Criação e funcionamento

A Ukom baseia-se numa lei aprovada pelo parlamento norueguês em 1 de junho de 2017. A comissão começou a analisar notificações em 1 de maio de 2019 e está sediada em Stavanger. Pål Iden é diretor desde a sua criação. Qualquer pessoa pode apresentar uma notificação: pacientes, familiares e profissionais de saúde. A Ukom não avalia se um tratamento foi legal e não identifica culpados. O objetivo é compreender o que aconteceu e como evitar que volte a acontecer. Até março de 2021, a comissão tinha recebido cerca de 1 800 notificações.

Conclusões

A investigação foi motivada por notificações de familiares que tinham dúvidas sobre a segurança dos pacientes. Entidades públicas, profissionais de saúde e organizações de pacientes também tinham manifestado preocupações. A Ukom constatou que a base científica para os tratamentos hormonais e cirúrgicos é incompleta, sobretudo no que diz respeito às consequências a longo prazo para os jovens. Faltam conhecimentos sobre o tratamento da incongruência de género não binária. Segundo a Ukom, a orientação nacional aborda sobretudo a organização e os direitos e não estabelece requisitos claros para a avaliação prévia nem para a indicação médica. Existem grandes diferenças entre as regiões em termos de competência especializada e oferta, com o risco tanto de tratamento insuficiente como excessivo.

Recomendações

A Ukom recomendou ao Ministério da Saúde e dos Cuidados que encarregasse a direção Helsedirektoratet de rever a orientação com base numa síntese sistemática dos conhecimentos. O ministério deveria também ponderar a criação de um registo nacional de qualidade. A terceira recomendação consistia em classificar os bloqueadores da puberdade e os tratamentos hormonais e cirúrgicos de crianças e jovens como tratamentos no âmbito da investigação. A Ukom faz recomendações; a decisão cabe ao governo. O equivalente sueco nesta lista é a Socialstyrelsen; para a Dinamarca, existe a referência à Sundhedsstyrelsen.

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Fontes